JOVEM DE 22 ANOS ESPERA HÁ 17 ANOS POR CONCLUSÃO DE INVESTIGAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA EM SÃO JOSÉ

Uma família de São José dos Campos denuncia a longa espera por atendimento especializado na rede pública de saúde para conclusão de uma investigação neuropsicológica que já dura mais de 17 anos. O caso envolve o jovem Luigi Augusto de Moraes Lima, de 22 anos, morador do bairro São Judas Tadeu, que ainda aguarda um laudo definitivo para ter acesso pleno a direitos garantidos às pessoas com deficiência.

O tema chegou oficialmente à Prefeitura por meio de um requerimento protocolado na Câmara Municipal, solicitando análise urgente do caso e agendamento de consulta com neurologista para continuidade e conclusão da investigação clínica do paciente.

Segundo o documento, Luigi apresenta histórico de dificuldades cognitivas e sociais desde a infância. Ao longo da trajetória escolar, enfrentou problemas no processo de alfabetização e na aprendizagem, sem conseguir acesso adequado às adaptações educacionais por não possuir diagnóstico formal concluído.

A mãe relata que, durante anos, o filho passou por consultas, exames e acompanhamentos na rede pública, mas sem definição diagnóstica definitiva. Mesmo após o ensino médio, as dificuldades continuaram, principalmente na busca por oportunidades de trabalho e acesso a vagas destinadas a pessoas com deficiência (PCD), já que a ausência de laudo impede o reconhecimento formal da condição clínica.

De acordo com a família, em determinado período Luigi chegou a morar temporariamente em outra cidade em busca de oportunidade profissional junto a familiares, o que interrompeu parte do acompanhamento médico. Após retornar para São José dos Campos há cerca de três meses, procurou novamente atendimento na rede municipal, mas teria sido informado de que o processo precisaria ser reiniciado.

A situação, segundo a mãe, evidencia a dificuldade enfrentada por famílias que dependem do sistema público para diagnóstico e acompanhamento especializado de pessoas dentro do espectro autista, especialmente na fase adulta.

“Meu filho passou a vida toda buscando apoio e, aos 22 anos, ainda luta para ter um documento que reconheça sua condição e permita acessar direitos básicos”, desabafou.

O requerimento encaminhado ao Executivo pede prioridade no agendamento de consulta com neurologista e adoção de medidas para garantir atendimento considerado mais ágil, humanizado e eficiente ao jovem.

O caso também reacende o debate sobre o suporte oferecido pelo poder público às pessoas autistas e suas famílias em São José dos Campos, principalmente no acesso a diagnóstico, terapias, acompanhamento contínuo e emissão de laudos necessários para inclusão social e profissional.

Pelo Bem Vale

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

três × um =