A Polícia Civil de Bananal (SP) concluiu, nesta quarta-feira (27), que o cavalo mutilado por seu tutor estava vivo no momento em que teve as patas cortadas com um facão. O laudo pericial identificou hematomas compatíveis com lesões sofridas em vida, descartando a versão inicial de que o animal já estaria morto.
O crime ocorreu em 16 de agosto, após uma cavalgada de cerca de 15 quilômetros em trilhas íngremes. Exausto e debilitado, o cavalo caiu e, segundo a investigação, foi brutalmente atacado. O tutor, Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz, de 21 anos, confessou o ato, alegando estar embriagado.
O animal foi enterrado em uma vala com trator no dia 22 de agosto, por razões sanitárias, após a conclusão da perícia. O caso foi registrado como maus-tratos a animal com resultado morte, e já foi encaminhado ao Ministério Público, que avaliará uma possível denúncia criminal.
De acordo com a Lei de Crimes Ambientais, mutilar ou ferir animais pode gerar pena de três meses a um ano de detenção, além de multa. Até o momento, ninguém foi preso.
Pelo Bem Vale e Litoral.


