Justiça Militar manda soltar os Políciais acusados de assassinar Antônio Vinícius Gritzbach

A 1ª Auditoria da Justiça Militar de São Paulo mandou expedir alvará de soltura para os três policiais militares acusados de assassinar Antônio Vinícius Gritzbach, aquele delator do PCC que foi executado com tiros de fuzil na saída do Aeroporto de Guarulhos, em novembro do ano passado.

Mas segura a empolgação: esse alvará é só simbólico. A soltura não vai acontecer, porque a Justiça Comum ainda mantém o pedido de prisão preventiva ativo contra o trio.

A tal decisão da Justiça Militar se baseia na Constituição (art. 125, §4º) e no Código Penal Militar (art. 9º, §1º), que dizem claramente: homicídios dolosos contra civis não podem ser julgados pela Justiça Militar. Quem tem que handle esse tipo de crime é a Justiça Comum.

Cabo Denis Antônio Martins – acusado de ser um dos executores.

Soldado Ruan Silva Rodrigues – também apontado como atirador.

Tenente Fernando Genauro da Silva – acusado de dirigir o carro usado no crime.

A defesa alega que todas as provas obtidas pela Corregedoria da PM — tipo celular, localização, DNA — são inválidas. Porque legalmente estavam no caminho errado para investigar homicídio, segundo eles.

Gritzbach estava sob ameaças graves, tinha feito delação premiada apontando corrupção com policiais e foi executado logo ao desembarcar no aeroporto.

A Corregedoria da PM já indiciou 16 policiais no total: 13 por organização criminosa (escolta ilegal), e os três principais por organização para a prática de violência, ou seja, diretamente na execução.

Pelo Bem Vale.

1 comentário em “Justiça Militar manda soltar os Políciais acusados de assassinar Antônio Vinícius Gritzbach”

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