O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (30) um pacote de tarifas de 50% sobre produtos importados do Brasil, como forma de retaliação política às investigações e ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Brasil. Apesar da medida agressiva, setores estratégicos da economia brasileira foram poupados das tarifas, o que aliviou parte do impacto esperado.
Entre os principais produtos excluídos da medida estão os aviões e componentes da Embraer, o suco de laranja brasileiro, além de celulose, madeira, produtos energéticos e minerais. A lista de exceções foi publicada junto com a ordem executiva americana.Embraer preservada.
A Embraer, uma das maiores exportadoras brasileiras para os EUA, conseguiu escapar das tarifas após forte lobby diplomático. A própria empresa havia alertado que uma tarifa de 50% teria impacto semelhante ao da pandemia da COVID-19, afetando contratos e empregos. O mercado reagiu positivamente, e as ações da Embraer subiram cerca de 11% na Bolsa de São Paulo.
Agricultura e suco de laranjaOutro setor beneficiado foi o de frutas e sucos, especialmente o suco de laranja congelado, uma das principais exportações agrícolas do Brasil para os Estados Unidos. Cooperativas e grandes produtores no interior paulista comemoraram a decisão, que manteve a competitividade do produto no mercado norte-americano.Celulose, energia e minerais.
A ordem assinada por Trump também poupou a celulose brasileira, beneficiando empresas como a Suzano, além de manter isenções para produtos energéticos e matérias-primas como o ferro-gusa. A justificativa do governo norte-americano foi evitar impactos diretos sobre cadeias industriais e setores estratégicos dos próprios Estados Unidos.
Pressão diplomática e reação do BrasilSegundo fontes do governo brasileiro, a lista de exceções foi fruto de intensa articulação diplomática, com destaque para o papel do vice-presidente Geraldo Alckmin, que atuou diretamente em negociações com autoridades americanas. O Brasil ainda estuda formas de recorrer da tarifação em fóruns internacionais, mas reconhece que evitar prejuízos maiores já foi uma vitória parcial.
Conclusão:
Embora o novo tarifáceo de Trump tenha elevado a tensão comercial entre Brasil e EUA, a exclusão de itens-chave como aviões, suco de laranja, celulose e energia indica que os Estados Unidos procuraram manter o pragmatismo econômico, preservando setores que são relevantes também para o mercado americano.
As tarifas entram em vigor a partir de 6 de agosto de 2025.
Pelo Bem Vale.


