Carla Zambelli entrou para a política a partir de sua atuação como ativista. Em 2011, ela fundou o movimento “Nas Ruas”, voltado principalmente ao combate à corrupção e à impunidade. O interesse pela política surgiu, segundo ela, ao acompanhar os desdobramentos do escândalo do mensalão e perceber que muitos envolvidos acabaram absolvidos por votações secretas no Congresso. Com isso, passou a se engajar em manifestações públicas e ganhou visibilidade em protestos importantes, como os de 2013 e os atos pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, em 2015.
Nessa época, chegou a se acorrentar dentro da Câmara dos Deputados em protesto contra a demora no andamento do processo de impeachment.
Sua figura foi se consolidando no meio ativista de direita, e ela se tornou conhecida também por críticas duras ao governo do PT e pela defesa de pautas conservadoras. Em 2018, filiou-se ao PSL, partido pelo qual Jair Bolsonaro foi eleito presidente, e disputou uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo. Foi eleita com cerca de 76 mil votos.
Já no Congresso, tornou-se uma das parlamentares mais alinhadas ao governo Bolsonaro, atuando como vice-líder do PSL e depois do governo, defendendo pautas como o endurecimento da legislação penal, o armamento civil e a redução da presença do Estado em diversas áreas. Zambelli costuma definir suas bandeiras com os lemas: “menos Estado, mais justiça e educação de verdade”.
Assim, sua entrada na política formal foi uma transição direta do ativismo de rua para o Congresso Nacional, marcada por forte engajamento ideológico e polarização.
Pelo Bem Vale.


