Empresária é presa por estelionato – Oferecia Cartas de Crédito Contemplada

Foi presa nesta segunda-feira (27), a empresária Roberta Janayna Rost Silva, proprietária da empresa Lyons, especializada em consórcios e produtos financeiros. A prisão foi efetuada em sua residência, em Jacareí, após a expedição de mandado pela 2ª Vara Criminal do município.

A Lyons já vinha sendo alvo de diversas denúncias e acusações de estelionato e má conduta comercial. Clientes relataram prejuízos financeiros após promessas de aquisição de cartas de crédito que nunca foram contempladas — e, segundo alegações, sequer existiam.

O Pelo Bem de São José já havia publicado matérias sobre o caso, ouvindo clientes que se consideraram lesados pela empresa. A própria Roberta Rost chegou a entrar em contato com nossa equipe em tentativas de cessar as publicações, alegando que estaria trabalhando para resolver os problemas relatados. Apesar disso, as reclamações contra a empresa foram constantes por um período.

Quem é Roberta Rost

São José dos Campos (SP) – A empresária Roberta Janaína Rost Silva foi presa agora em 2025 após uma longa trajetória de acusações de estelionato e má conduta empresarial. Atuando desde pelo menos 2011, Roberta acumula uma ficha extensa com diversos boletins de ocorrência registrados contra ela por vítimas de várias cidades do Vale do Paraíba, como Jacareí, São José dos Campos e Caçapava.

Inicialmente, Roberta atuava à frente da empresa chamada Grupo Seller, com sede no Jardim Aquárius, em São José dos Campos. Posteriormente, passou a operar por meio da Lyons, empresa voltada à venda de consórcios e produtos financeiros. Segundo relatos, a transição de razão social foi feita de forma dissimulada, utilizando “laranjas” para ocultar sua ligação direta com o novo negócio.

Ao longo dos anos, dezenas de pessoas foram lesadas financeiramente. Um dos casos é o de Danilo Augusto Blanco, que em 2019 adquiriu uma carta de crédito da Porto Seguro, no valor de R$ 390 mil, por meio da empresa supostamente intermediada por Roberta. Para garantir o crédito, Blanco pagou R$ 58.500 como lance, com a promessa de que a carta já estava contemplada. Dias depois, ao entrar em contato com a Porto Seguro, descobriu que não havia nenhum registro em seu nome e tampouco da empresa Grupo Seller no sistema da seguradora.

Inconformado, Danilo tentou negociar diretamente com Roberta e chegou a solicitar a rescisão do contrato. No entanto, nunca recebeu o valor de volta. O caso, acompanhado por extensos registros de mensagens e documentos anexados ao processo judicial, culminou em um processo de 700 páginas contra a empresária. Foi justamente esse boletim de ocorrência, registrado em 2020, que acabou sendo decisivo para sua prisão.

Ainda assim, há receio de que a empresária não permaneça muito tempo detida, diante das conhecidas fragilidades do sistema judicial brasileiro. Enquanto isso, outras vítimas aguardam justiça e a possibilidade de reaver ao menos parte dos valores milionários perdidos.

Reservamos a defesa de Roberta Rost, o direito amplo de manifestação e resposta.

Pelo Bem de São José

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